
25/09/2009
23/09/2009

10/09/2009
VIVEMOS. ESTÁ BRILHANTEMENTE REDIGIDO.
Não podia ser mais verdade!!!
Bem-haja a quem não tem medo de ver e muito menos de dizer a verdade.
Leiam este texto escrito por um professor de filosofia que escreve semanalmente
para o jornal O Torrejano.
Tudo o que ele diz, é tristemente verdadeiro.
O atestado médico por José Ricardo Costa
Imagine o meu caro que é professor, que é dia de exame do 12º ano e vai ter de fazer
uma vigilância. Continue a imaginar. O despertador avariou durante a noite. Ou fica
preso no elevador. Ou o seu filho, já à porta do infantário, vomitou o quente,
pastoso, húmido e fétido pequeno-almoço em cima da sua imaculada camisa.
Teve, portanto, de faltar à vigilância. Tem falta. Ora esta coisa de um professor ficar
com faltas injustificadas é complicada, por isso convém justificá-la. A questão agora é:
como justificá-la?
Passemos então à parte divertida. A única justificação para o facto de ficar preso no
elevador, do despertador avariar ou de não poder ir para uma sala do exame com a
camisa vomitada, ababalhada e malcheirosa, é um atestado médico. Qualquer pessoa
com um pouco de bom senso percebe que quem precisa aqui do atestado médico
será o despertador ou o elevador. Mas não. Só uma doença poderá justificar sua
ausência na sala do exame. Vai ao médico. E, a partir deste momento, a situação
deixa de ser divertida para passar a ser hilariante.
Chega-se ao médico com o ar mais saudável deste mundo. Enfim, com o sorriso de
Jorge Gabriel misturado com o ar rosado do Gabriel Alves e a felicidade do padre
Melícias. A partir deste momento mágico, gera-se um fenómeno que só pode ser
explicado através de noções básicas da psicopatologia da vida quotidiana. Os mesmos
que explicam uma hipnose colectiva em Felgueiras, o holocausto nazi ou o sucesso da
TVI.
O professor sabe que não está doente. O médico sabe que ele não está doente. O
presidente do executivo sabe que ele não está doente. O director regional sabe que
ele não está doente. O Ministério da Educação sabe que ele não está doente.
O próprio legislador, que manda a um professor que fica preso no elevador
apresentar um atestado médico, também sabe que o professor não está doente.
Ora, num país em que isto acontece, para além do despertador que não toca, do
elevador parado e da camisa vomitada, é o próprio país que está doente.
Um país assim, onde a mentira é legislada, só pode mesmo ser um país doente.
Vamos lá ver, a mentira em si não é patológica. Até pode ser racional, útil e eficaz em
certas ocasiões. O que já será patológico é o desejo que temos de sermos enganados
ou a capacidade para fingirmos que a mentira é verdade.
Lá nesse aspecto somos um bom exemplo do que dizia Goebbels: uma mentira várias
vezes repetida transforma-se numa verdade. Já Aristóteles percebia uma coisa muito
engraçada: quando vamos ao teatro, vamos com o desejo e uma predisposição para
sermos enganados.
Mas isso é normal. Sabemos bem, depois de termos chorado baba e ranho a ver o
'ET', que este é um boneco e que temos de poupar a baba e o ranho para outras
ocasiões. O problema é que em Portugal a ficção se confunde com a realidade.
Portugal é ele próprio uma produção fictícia, provavelmente mesmo desde D.Afonso
Henriques, que Deus me perdoe.
A começar pela política. Os nossos políticos são descaradamente mentirosos. Só que
ninguém leva a mal porque já estamos habituados.
Aliás, em Portugal é-se penalizado por falar verdade, mesmo que seja por boas
razões, o que significa que em Portugal não há boas razões para falar verdade. Se eu,
num ambiente formal, disser a uma pessoa que tem uma nódoa na camisa, ela irá
levar a mal.
Fica ofendida se eu digo isso é para a ajudar, para que possa disfarçar a nódoa e não
fazer má figura. Mas ela fica zangada comigo só porque eu vi a nódoa, sabe que eu
sei que tem a nódoa e porque assumi perante ela que sei que tem a nódoa e que sei
que ela sabe que eu sei.
Nós, portugueses, adoramos viver enganados, iludidos e achamos normal que assim
seja. Por exemplo, lemos revistas sociais e ficamos derretidos (não falo do cérebro,
mas de um plano emocional) ao vermos casais felicíssimos e com vidas de sonho.
Pronto, sabemos que aquilo é tudo mentira, que muitos deles divorciam-se ao fim de
três meses e que outros vivem um alcoolismo disfarçado. Mas adoramos fingir que
aquilo é tudo verdade.
Somos pobres, mas vivemos como os alemães e os franceses. Somos ignorantes e
culturalmente miseráveis, mas somos doutores e engenheiros. Fazemos
malabarismos e contorcionismos financeiros, mas vamos passar férias a Fortaleza.
Fazemos estádios caríssimos para dois ou três jogos em 15 dias, temos auto-estradas
modernas e europeias, mas para ver passar, a seu lado, entulho, lixo, mato por
limpar, eucaliptos, floresta queimada, barracões com chapas de zinco, casas
horríveis e fábricas desactivadas.
Portugal mente compulsivamente. Mente perante si próprio e mente perante o
mundo.
Claro que não é um professor que falta à vigilância de um exame por ficar preso no
elevador que precisa de um atestado médico. É Portugal que precisa, antes que
comece a vomitar sobre si próprio.
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URGE MUDAR ESTE ESTADO DE COISAS.
ESTÁ NA SUA MÃO, NA MINHA E DAQUELES A QUEM A MENSAGEM CHEGAR!
08/09/2009

04/12/2007
A saída de António Costa para a Câmara de Lisboa pode ser interpretada de muitas maneiras.
Mas, se as intenções podem ser interessantes, os resultados é que contam.
Entre estes, está o facto de o candidato à Autarquia se ter afastado do Governo e do Partido, o que deixa Sócrates praticamente sozinho à frente de um e de outro.
Único senhor a bordo tem um mestre e uma inspiração.
Com Guterres, o primeiro-ministro aprendeu a ambição pessoal, mas, contra ele, percebeu que a indecisão pode ser fatal, ao ponto de, com zelo, se exceder:
Prefere decidir mal, mas rapidamente, do que adiar para estudar.
Em Cavaco, colheu o desdém pelo seu partido.
Com os dois e com a sua própria intuição autoritária, compreendeu que se pode governar sem políticos.
Onde estão os políticos socialistas?
Aqueles que conhecemos, cujas ideias pesaram alguma coisa e que são responsáveis pelo seu passado?
Uns saneados, outros afastados.
Uns reformaram-se da política, outros foram encostados.
Uns foram promovidos ao céu, outros mudaram de profissão.
Uns foram viajar, outros ganhar dinheiro.
Uns desapareceram sem deixar vestígios, outros estão empregados nas empresas que dependem do Governo.
Manuel Alegre resiste, mas já não conta.
Medeiros Ferreira ensina e escreve.
Jaime Gama preside sem poderes.
João Cravinho emigrou.
Jorge Coelho está a milhas de distância e vai dizendo, sem convicção, que o socialismo ainda existe.
António Vitorino, eterno desejado, exerce a sua profissão.
Almeida Santos justifica tudo.
Freitas do Amaral reformou-se.
Alberto Martins apagou-se.
Mário Soares ocupa-se da globalização.
Carlos César limitou-se definitivamente aos Açores.
João Soares espera.
Helena Roseta foi à sua vida independente.
Os grandes autarcas do partido estão reduzidos à insignificância.
O Grupo Parlamentar parece um jardim-escola sedado.
Os sindicalistas quase não existem.
O actual pensamento dos socialistas resume-se a uma lengalenga pragmática, justificativa e repetitiva sobre a inevitabilidade do governo e da luta contra o défice.
O ideário contemporâneo dos socialistas portugueses é mais silencioso do que a meditação budista.
Ainda por cima, Sócrates percebeu depressa que nunca o sentimento público esteve, como hoje, tão adverso e tão farto da política e dos políticos.
Sem hesitar, apanhou a onda.
Desengane-se quem pensa que as gafes dos ministros incomodam Sócrates.
Não mais do que picadas de mosquito. As gafes entretêm a opinião, mobilizam a imprensa, distraem a oposição e ocupam o Parlamento.
Mas nada de essencial está em causa.
Os disparates de Manuel Pinho fazem rir toda a gente.
As tontarias e a prestidigitação estatística de Mário Lino é pura diversão.
Não se pense que a irrelevância da maior parte dos ministros, que nada têm a dizer para além dos seus assuntos técnicos, perturba o primeiro-ministro.
É assim que ele os quer, como se fossem directores-gerais.
«Só o problema da Universidade Independente e dos seus diplomas o incomodou realmente.
Mas tratava-se, politicamente, de uma questão menor.
Percebeu que as suas fragilidades podiam ser expostas e que nem tudo estava sob controlo.
Mas nada de semelhante se repetirá.
O estilo de Sócrates consolida-se. Autoritário, Crispado, Despótico, Irritado, Enervado, Detestando ser contrariado.
Não admite perguntas que não estavam previstas ou antes combinadas.
Pretende saber, sobre as pessoas, o que há para saber.
Tem os seus sermões preparados todos os dias.
Só ele faz política, ajudado por uma máquina poderosa de recolha de informações, de manipulação da imprensa, de propaganda e de encenação.
O verdadeiro Sócrates está presente nos novos bilhetes de identidade, nas tentativas de Augusto Santos Silva de tutelar a imprensa livre, na teimosia descabelada de Mário Lino, na concentração das polícias sob seu mando e no processo que o Ministério da Educação abriu contra um funcionário que se exprimiu em privado.
O estilo de Sócrates está vivo, por inteiro, no ambiente que se vive, feito já de medo e apreensão.
A austeridade administrativa e orçamental ameaça a tranquilidade de cidadãos que sentem que a sua liberdade de expressão pode ser onerosa.
A imprensa sabe o que tem de pagar para aceder à informação.
As empresas conhecem as iras do Governo e fazem as contas ao que têm de fazer para ter acesso aos fundos e às autorizações.
Sem partido que o incomode, sem ministros politicamente competentes e sem oposição à altura, Sócrates trata de si.
Rodeado de adjuntos dispostos a tudo e com a benevolência de alguns interesses económicos, Sócrates governa.
Com uma maioria dócil, uma oposição desorientada e um rol de secretários de Estado zelosos, ocupa eficientemente, como nunca nas últimas décadas, a Administração Pública e os cargos dirigentes do Estado.
Nomeia e saneia a bel-prazer.
Há quem diga que o vamos ter durante mais uns anos.
É possível.
Mas não é boa notícia. É sinal da impotência da oposição. De incompetência da sociedade. De fraqueza das organizações. E da falta de carinho dos portugueses pela liberdade.
Foi assim que António Barreto fez o retrato de Sócrates
17/11/2007
Nunca é tarde para mudar de rumo!
23/10/2007
6
AUTOCARROS ARTICULADOS DA CARRIS, COM 12/15 ANOS, A PRECISAREM DE REFORMA
POIS É, DAS DUAS, UMA:
- OU A CARRIS SUBSTITUI ESTES AUTOCARROS, CUJAS UNIDADES TRASEIRAS MAIS PARECEM CARROS DE BOIS DO TEMPO DOS NOSSOS AVÓS, ONDE SENTÍAMOS NO CORPO, AS BATIDELAS SECAS DOS RODADOS, PERCORRENDO VAGAROSAMENTE OS CAMINHOS TITUBEANTES DAS ALDEIAS, OU PURA E SIMPLESMENTE PROCEDE À SUBSTITUIÇÃO DAS RESPECTIVAS SUSPENSÕES.
LISBOA TEM MAUS PISOS, É VERDADE, MAS TAL NÃO PODE SER DESCULPA PARA PERPETUAR UMA IRRITANTE E HILARIANTE SITUAÇÃO.
EXPERIMENTE VIAJAR NA CARREIRA N.º 9, QUE LIGA CAMPO DE OURIQUE A SANTA APOLÓNIA E SENTIRÁ NO CORPO O QUE ATRÁS FOI DITO.
09/10/2007
Comentário
DIRECTORA ADJUNTA
DO DIÁRIO DE NOTÍCIAS
QUEM CONTROLA AS OBRAS PÚBLICAS E OS SEUS CUSTOS?
O Metro até Santa Apolónia, cujas obras arrancaram em 1997 deixando quase intransitável a maior Praça de Lisboa, está praticamente concluído. Com dez anos de atraso e pelo dobro dos custos.
O Túnel do Rossio deve voltar a ter circulação de comboios em Março de 2008, depois de sucessivos atrasos e problemas. E da respectiva derrapagem de milhões.
A ligação do Eixo Norte-Sul à Cril, após polémicas ambientais e protestos dos moradores, é inaugurada amanhã. Após ser alterado o projecto inicial e construído umviaduto. Que foi preciso pagar.
Lisboa está cada vez melhor servida de acessos e de rede de transportes. Indispensáveis a uma grande capital europeia. Mas sempre com custos extras e atrasos. Para quando uma entidade reguladora das grandes obras públicas que controle e acabe com estes excessos?
19/06/2007
Se o que tem vindo a circular na Net é verdade, começo a pensar que o Zé não faz falta aos Lisboetas, mas sim aos 11 Pobres Diabos que têm vindo a gravitar à sua volta!
Então, vejamos:
CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS - 11 PESSOAS
Nome - Função/Origem/Contrato - Categoria/Vencimento (euros)
Alberto José de Castro Nunes - Assessor (50%) Renovação - 1.530 ,00
Ana Rita Teles do Patrocínio Silva - Secretária (100%) Renovação - 2.000.00
António Maria Fontes da Cruz Braga - Assessor (50%) Renovação - 1.530,00
Bernardino dos Santos Aranda Tavares - Assessor (100%) Renovação - 2.500,00
Carlos Manuel Marques da Silva - Assessor (50%) Renovação - 1.530,00
Catarina Furtado Rodrigues Nunes de Oliveira - Assessora (100%) Renovação - 2.500,00
Maria José Nobre Marreiros - Assessora (50%) Renovação - 1.530,00
Pedro Manuel Bastos Rodrigues Soares - Coordenador do Gabinete (50%) Renovação - 1.730,00 Rui Alexandre Ramos Abreu - Secretário (100%) Renovação - 2.000,00
Sara Sofia Lages Borges da Veiga - Assessora (50%) Renovação - 1.530,00
Sílvia Cristóvão Claro - Assessora (100%) Renovação - 2.500,00
Pois é, para sustentar o tráfico de influências do Zé, os Lisboetas, em particular, andam a pagar, cerca de 20.880 euros/mês, dos seus magros bolsos, a "11 Pobres Diabos", entre eles nove assessores técnicos, uma secretária e um coordenador de gabinete, além de um motorista para o vereador, um motorista para o gabinete e um contínuo - tudo a recibo verde.
Francamente! Não havia necessidade...!
E não se esqueçam de que o Zé é vereador sem pelouro - imaginem se alguma vez chegar a ter um!...
28/05/2007
A pedido do cómico Mário Lino - entertainer de almoços e de convívios de autarcas do Oeste - estamos a organizar, para um dos próximos sábados, um passeio ao Oásis Alcochete.

Região de Alcochete
A primeira paragem será na Área de Serviço da Margem Sul, onde os nossos experientes motoristas necessitam baixar a pressão dos pneus, necessária à circulação nas dunas.

Barreiro

Seixal
Reunidos os participantes será servido o almoço, em tendas, com pratos tradicionais do Oásis Alcochete. À tarde, a seguir ao pôr-do-sol no deserto - espectáculo sempre deslumbrante - será servido um chá de menta, após o que, a caravana regressa nos jipes, com paragem na área de Serviço da Ponte Vasco da Gama, para reposição da pressão dos pneus.
Almada (a caminho do Seixal)
PS - Lamentamos informar, mas só estão disponíveis dromedários (1 bossa). Segundo o humorista Mário Lino, os camelos andam por aí à solta..."
25/04/2007


Ia a Rainha Santa Sócretina na direcção de uma televisão para distribuir mais umas quantas mentiras em forma de medidas de propaganda, na companhia da sua fiel Aia Mariana dos Olhos Lindos, quando inesperadamente lhe surge ao caminho o Rei D. Aníbal Silva e seus dois lacaios, Tony Borges e Ferreira Leite.
- Onde ides minha Rainha? - perguntou ele com voz doce.
- Meu Senhor, ia só dar uma volta com a minha aia pelos Jardins do nosso país.
- Vós sabeis, Sócretina, que o reino passa por grandes dificuldades e que o povo não anda satisfeito. Não podemos andar sempre a distribuir-lhes mentiras.
- Meu Senhor Aníbal, vós já me haveis avisado disso e eu nunca vos desobedeceria.
- Não, minha Rainha? É que o amor que o povo vos tem mostrado nas sondagens é muito estranho. Não andareis vós a enganar-me e a distribuir mentirinhas nas minhas costas?
- Não seria capaz disso, meu Senhor. - mentiu a Sócretina.
- Que levais então aí no vosso regaço?
Tudo parecia perdido. O seu regaço ia carregado de mentiras para distribuir pelo povo e só um milagre a poderia salvar. Sem saber o que fazer abriu os braços e lá de dentro, perante a surpresa de todos, caíram dezenas de diplomas.
- São diplomas, meu Senhor. São diplomas da Universidade Independente.
Teste de Inglês "Ténico"



Exercício Matinal

Filmes em exibição num Cinema perto de si 


Campanha Publicitária - ALLGARVE

10/04/2007
A Voz do Nordeste - (Claro, a culpa é dos FP*)
14/03/2007

Este Cartoom, que tem circulado pela Internet, há já algum tempo, pressagia, com humor negro, o futuro da Administração Pública no que concerne ao mais que polémico processo de Avaliação de Desempenho.
A Prace Novela continua a oferecer-nos, todos os dias, o que de melhor sai das mentes criativas dos nossos Governantes.
A este ritmo de desagregação e de desmotivação generalizada, ninguém, de bom-senso, poderá vaticinar qual vai ser o futuro da função pública neste país.
A reengenharia organizacional não tem passado, seguramente, por aqui, nem tão pouco pelas cabeças dos senhores a quem mais parece terem encomendado a idolatria da loucura organizada.
É caso para perguntar - "Para onde vai este país?"
11/03/2007



03/03/2007
Gostei imenso de ouvir Sua Excelência, apesar da visibilidade de tamanha protuberância, defender, na Assembleia da República, um novo modelo de distribuição territorial das Forças de Segurança - GNR e PSP, não obstante desconhecer as razões objectivas de tal alteração histórica.
Pondo de parte a minha mais que evidente ignorância, os ossos do ofício sacerdotal não me deixam espaço para meditar sofre assuntos menos importantes, diria que na senda da nova política de prevenção rodoviária, o que se pretende, certamente, é poupar mais uns trocos, aproveitando para fechar o que já não tem condições de habitabilidade, mandando para a rua uns tantos inquilinos fardados de agentes operacionais. Já agora, proponho que seja em regime de estágio, não vá o Diabo tecê-las, podendo daí advir, que o digam os iluminados, mais algum subsídio europeu para formação!
Aguardamos, com ansiedade e expectativa, que clarifiquem o modelo de Segurança que nos querem oferecer?!?! Antes que comece a cheirar a bafio...!
18/02/2007
Vista parcial do local do novo Aeroporto (Esclarecedora???)
O que nem todos ou a maior parte sabe é que os técnicos directa ou indirectamente ligados à actividade aérea - pilotos, controladores e meteorologistas, entre outros, pasmam incrédulos perante tão monstruosa verborreia de afirmações sobre as mil e uma virtuosidades do local de implantação do novo Aeroporto da Grande Região de Lisboa - OTA!
O primeiro problema do futuro Aeroporto da OTA consiste na existência de um serra com 660 metros de altura que se situa no enfiamento da futura pista principal. É evidente que esta serra teria que ser devidamente terraplanada para permitir a utilização plena da pista.
O segundo problema consiste no perfil aerológico dos ventos dominantes, que diminuiria bastante o nível de segurança do novo Aeroporto.
O terceiro problema reside no desmantelamento de cerca de 1100 hectares de terrenos arborizados, resultando daí a remoção de quantidades enormes de terras.
O quarto problema, também grave, tem a ver com a totalidade do local do futuro aeroporto - zona totalmente alagadiça e atravessada por três ribeiras, o que dificultará ao máximo a necessária estabilização dos solos.
O quinto problema, situa-se nos terrenos da OTA, compostos principalmente por areia, argilas e lamas, que terão que ser apoiados por “ colunas de brita”, solução como se sabe, muito difícil e bastante dispendiosa.
Podemos, por conseguinte, ver pelo menos cinco problemas de fundo que dificultam a localização e construção deste novo aeroporto, sem falar de outros problemas, que vão desde a necessidade óbvia dos combustíveis a ser transportados em camiões-cisterna a partir dos depósitos de Aveiras.
Assim sendo, é de todo incompreensível a atitude do governo em insistir levar por diante um novo aeroporto para a OTA, esquecendo também as repercussões negativas em termos turísticos e económicos na Área Metropolitana de Lisboa e Vale do Tejo, para além de que:
1- O Aeroporto de Lisboa não tem a sua capacidade de expansão esgotada nem se prevê que a terá nas próximas dezenas de anos;
2- O Aeroporto de Lisboa tem suficiente capacidade para ser ampliado;
3- O Aeroporto de Lisboa é considerado um dos mais seguros da Europa;
4- O Aeroporto de Lisboa serve o melhor desenvolvimento turístico e económico da Região Metropolitana de Lisboa e Vale do Tejo;
5- O Aeroporto de Lisboa tem uma localização estratégica optimizada para servir os superiores interesses da Região;
6- O Aeroporto de Lisboa precisa apenas de diversificação em termos de cargas e voos de LOW COST, para Aeroportos secundários da Área Metropolitana de Lisboa tais como Sintra, Alverca ou Montijo;
7- O Aeroporto de Lisboa tem uma estrutura física e humana de grandes investimentos já efectuados, que precisam de ser protegidos e salvaguardados.
Ou vai continuar o encerramento indiscriminado de hospitais, salas de parto, urgências médicas, escolas primárias, postos da PSP e GNR, etc. tornando o interior do País cada vez mais abandonado e desertificado?
28/01/2007
"A NÃO PERDER"

8O monólogo «Ode Marítima» estará em cena na Casa d´Os Dias da Água, em Lisboa, entre 25 de Janeiro e 4 de Fevereiro.
8O actor João Miguel Garcia sobe ao palco de terça-feira a domingo, às 21:30 horas.
8Encenada por Alberto Lopes, a peça não segue a regra do texto teatral, cabendo ao actor «dar corpo às palavras, revelando os seus sentidos».
8Sem personagens e sem acção, «Ode Marítima» é um texto com uma estética implícita e intensa, misturando a relação entre ideia e expressão.

