04/12/2007



Sócrates o Ditador

por

António Barreto



A saída de António Costa para a Câmara de Lisboa pode ser interpretada de muitas maneiras.

Mas, se as intenções podem ser interessantes, os resultados é que contam.

Entre estes, está o facto de o candidato à Autarquia se ter afastado do Governo e do Partido, o que deixa Sócrates praticamente sozinho à frente de um e de outro.

Único senhor a bordo tem um mestre e uma inspiração.

Com Guterres, o primeiro-ministro aprendeu a ambição pessoal, mas, contra ele, percebeu que a indecisão pode ser fatal, ao ponto de, com zelo, se exceder:

Prefere decidir mal, mas rapidamente, do que adiar para estudar.

Em Cavaco, colheu o desdém pelo seu partido.

Com os dois e com a sua própria intuição autoritária, compreendeu que se pode governar sem políticos.

Onde estão os políticos socialistas?

Aqueles que conhecemos, cujas ideias pesaram alguma coisa e que são responsáveis pelo seu passado?

Uns saneados, outros afastados.

Uns reformaram-se da política, outros foram encostados.

Uns foram promovidos ao céu, outros mudaram de profissão.

Uns foram viajar, outros ganhar dinheiro.

Uns desapareceram sem deixar vestígios, outros estão empregados nas empresas que dependem do Governo.

Manuel Alegre resiste, mas já não conta.

Medeiros Ferreira ensina e escreve.

Jaime Gama preside sem poderes.

João Cravinho emigrou.

Jorge Coelho está a milhas de distância e vai dizendo, sem convicção, que o socialismo ainda existe.

António Vitorino, eterno desejado, exerce a sua profissão.

Almeida Santos justifica tudo.

Freitas do Amaral reformou-se.

Alberto Martins apagou-se.

Mário Soares ocupa-se da globalização.

Carlos César limitou-se definitivamente aos Açores.

João Soares espera.

Helena Roseta foi à sua vida independente.

Os grandes autarcas do partido estão reduzidos à insignificância.

O Grupo Parlamentar parece um jardim-escola sedado.

Os sindicalistas quase não existem.

O actual pensamento dos socialistas resume-se a uma lengalenga pragmática, justificativa e repetitiva sobre a inevitabilidade do governo e da luta contra o défice.

O ideário contemporâneo dos socialistas portugueses é mais silencioso do que a meditação budista.

Ainda por cima, Sócrates percebeu depressa que nunca o sentimento público esteve, como hoje, tão adverso e tão farto da política e dos políticos.

Sem hesitar, apanhou a onda.

Desengane-se quem pensa que as gafes dos ministros incomodam Sócrates.

Não mais do que picadas de mosquito. As gafes entretêm a opinião, mobilizam a imprensa, distraem a oposição e ocupam o Parlamento.

Mas nada de essencial está em causa.

Os disparates de Manuel Pinho fazem rir toda a gente.

As tontarias e a prestidigitação estatística de Mário Lino é pura diversão.

Não se pense que a irrelevância da maior parte dos ministros, que nada têm a dizer para além dos seus assuntos técnicos, perturba o primeiro-ministro.

É assim que ele os quer, como se fossem directores-gerais.

«Só o problema da Universidade Independente e dos seus diplomas o incomodou realmente.
Mas tratava-se, politicamente, de uma questão menor.

Percebeu que as suas fragilidades podiam ser expostas e que nem tudo estava sob controlo.
Mas nada de semelhante se repetirá.

O estilo de Sócrates consolida-se. Autoritário, Crispado, Despótico, Irritado, Enervado, Detestando ser contrariado.

Não admite perguntas que não estavam previstas ou antes combinadas.

Pretende saber, sobre as pessoas, o que há para saber.

Tem os seus sermões preparados todos os dias.

Só ele faz política, ajudado por uma máquina poderosa de recolha de informações, de manipulação da imprensa, de propaganda e de encenação.

O verdadeiro Sócrates está presente nos novos bilhetes de identidade, nas tentativas de Augusto Santos Silva de tutelar a imprensa livre, na teimosia descabelada de Mário Lino, na concentração das polícias sob seu mando e no processo que o Ministério da Educação abriu contra um funcionário que se exprimiu em privado.

O estilo de Sócrates está vivo, por inteiro, no ambiente que se vive, feito já de medo e apreensão.
A austeridade administrativa e orçamental ameaça a tranquilidade de cidadãos que sentem que a sua liberdade de expressão pode ser onerosa.

A imprensa sabe o que tem de pagar para aceder à informação.

As empresas conhecem as iras do Governo e fazem as contas ao que têm de fazer para ter acesso aos fundos e às autorizações.

Sem partido que o incomode, sem ministros politicamente competentes e sem oposição à altura, Sócrates trata de si.

Rodeado de adjuntos dispostos a tudo e com a benevolência de alguns interesses económicos, Sócrates governa.

Com uma maioria dócil, uma oposição desorientada e um rol de secretários de Estado zelosos, ocupa eficientemente, como nunca nas últimas décadas, a Administração Pública e os cargos dirigentes do Estado.

Nomeia e saneia a bel-prazer.

Há quem diga que o vamos ter durante mais uns anos.

É possível.

Mas não é boa notícia. É sinal da impotência da oposição. De incompetência da sociedade. De fraqueza das organizações. E da falta de carinho dos portugueses pela liberdade.


Foi assim que António Barreto fez o retrato de Sócrates



17/11/2007

Não estão enganados!
Parece impossível, mas é verdade!
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Trata-se de José Sócrates no momento em que era bafejado com a oferta de um PC Portátil da Toshiba, da Operadora TMN.
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Tempos depois já como Primeiro-Ministro de Portugal, na qualidade de Presidente do Conselho Europeu!
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Nunca é tarde para mudar de rumo!




23/10/2007

CARRIS TEIMA EM NÃO SUBSTITUIR AUTOCARROS ARTICULADOS, QUE MAIS PARECEM CARROS DE BOIS DO TEMPO DOS NOSSOS AVÓS, da Carreira n.º 9 - Campo de Ourique / Santa Apolónia
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AUTOCARROS ARTICULADOS DA CARRIS, COM 12/15 ANOS, A PRECISAREM DE REFORMA



POIS É, DAS DUAS, UMA:

- OU A CARRIS SUBSTITUI ESTES AUTOCARROS, CUJAS UNIDADES TRASEIRAS MAIS PARECEM CARROS DE BOIS DO TEMPO DOS NOSSOS AVÓS, ONDE SENTÍAMOS NO CORPO, AS BATIDELAS SECAS DOS RODADOS, PERCORRENDO VAGAROSAMENTE OS CAMINHOS TITUBEANTES DAS ALDEIAS, OU PURA E SIMPLESMENTE PROCEDE À SUBSTITUIÇÃO DAS RESPECTIVAS SUSPENSÕES.


LISBOA TEM MAUS PISOS, É VERDADE, MAS TAL NÃO PODE SER DESCULPA PARA PERPETUAR UMA IRRITANTE E HILARIANTE SITUAÇÃO.


EXPERIMENTE VIAJAR NA CARREIRA N.º 9, QUE LIGA CAMPO DE OURIQUE A SANTA APOLÓNIA E SENTIRÁ NO CORPO O QUE ATRÁS FOI DITO.

09/10/2007

Ainda há quem se preocupe com o destino do dinheiro das contribuições dos cidadãos!


Comentário

Filomena Martins
DIRECTORA ADJUNTA
DO DIÁRIO DE NOTÍCIAS




QUEM CONTROLA AS OBRAS PÚBLICAS E OS SEUS CUSTOS?






















O Metro até Santa Apolónia, cujas obras arrancaram em 1997 deixando quase intransitável a maior Praça de Lisboa, está praticamente concluído. Com dez anos de atraso e pelo dobro dos custos.
O Túnel do Rossio deve voltar a ter circulação de comboios em Março de 2008, depois de sucessivos atrasos e problemas. E da respectiva derrapagem de milhões.
A ligação do Eixo Norte-Sul à Cril, após polémicas ambientais e protestos dos moradores, é inaugurada amanhã. Após ser alterado o projecto inicial e construído umviaduto. Que foi preciso pagar.
Lisboa está cada vez melhor servida de acessos e de rede de transportes. Indispensáveis a uma grande capital europeia. Mas sempre com custos extras e atrasos. Para quando uma entidade reguladora das grandes obras públicas que controle e acabe com estes excessos?



























19/06/2007


Laughing Pee Wee Herman Clip Images

Meus Caros Amigos,

Se o que tem vindo a circular na Net é verdade, começo a pensar que o não faz falta aos Lisboetas, mas sim aos 11 Pobres Diabos que têm vindo a gravitar à sua volta!


Então, vejamos:


CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS - 11 PESSOAS

Nome - Função/Origem/Contrato - Categoria/Vencimento (euros)

Alberto José de Castro Nunes - Assessor (50%) Renovação - 1.530 ,00
Ana Rita Teles do Patrocínio Silva - Secretária (100%) Renovação - 2.000.00
António Maria Fontes da Cruz Braga - Assessor (50%) Renovação - 1.530,00
Bernardino dos Santos Aranda Tavares - Assessor (100%) Renovação - 2.500,00
Carlos Manuel Marques da Silva - Assessor (50%) Renovação - 1.530,00
Catarina Furtado Rodrigues Nunes de Oliveira - Assessora (100%) Renovação - 2.500,00
Maria José Nobre Marreiros - Assessora (50%) Renovação - 1.530,00
Pedro Manuel Bastos Rodrigues Soares - Coordenador do Gabinete (50%) Renovação - 1.730,00 Rui Alexandre Ramos Abreu - Secretário (100%) Renovação - 2.000,00
Sara Sofia Lages Borges da Veiga - Assessora (50%) Renovação - 1.530,00
Sílvia Cristóvão Claro - Assessora (100%) Renovação - 2.500,00


Pois é, para sustentar o tráfico de influências do , os Lisboetas, em particular, andam a pagar, cerca de 20.880 euros/mês, dos seus magros bolsos, a "11 Pobres Diabos", entre eles nove assessores técnicos, uma secretária e um coordenador de gabinete, além de um motorista para o vereador, um motorista para o gabinete e um contínuo - tudo a recibo verde.


Francamente! Não havia necessidade...!

Dance Clip Images

E não se esqueçam de que o é vereador sem pelouro - imaginem se alguma vez chegar a ter um!...




28/05/2007

A PEDIDO DA ORGANIZAÇÃO E POR ACHAR QUE É UMA INICIATIVA INÉDITA E LOUVÁVEL, A VOZ DO ABADE DIVULGA O PROGRAMA DO 1.º PASSEIO AO OÁSIS ALCOCHETE ALGURES NO DESERTO A SUL DO TEJO


"Caros Amigos,

A pedido do cómico Mário Lino - entertainer de almoços e de convívios de autarcas do Oeste - estamos a organizar, para um dos próximos sábados, um passeio ao Oásis Alcochete.


Região de Alcochete



A concentração está prevista para a porta do Ministério das Obras Públicas - à Sé - de onde partirá a caravana de jipes 4X4 que atravessará a Ponte Vasco da Gama com destino ao Deserto a Sul do Tejo.


A primeira paragem será na Área de Serviço da Margem Sul, onde os nossos experientes motoristas necessitam baixar a pressão dos pneus, necessária à circulação nas dunas.


Barreiro



O trajecto até ao Oásis, onde serão servidos carapaus assados e enguias do Tejo, poderá ser feito, por escolha e conveniência dos participantes, quer continuando na caravana de jipes ou em dromedário (uma só bossa), o que torna a aventura muito mais excitante, pois tirando os beduínos tratadores e a areia, os participantes não encontrarão: "pessoas, escolas, hospitais, hotéis, indústria ou comércio"!



Seixal



Reunidos os participantes será servido o almoço, em tendas, com pratos tradicionais do Oásis Alcochete. À tarde, a seguir ao pôr-do-sol no deserto - espectáculo sempre deslumbrante - será servido um chá de menta, após o que, a caravana regressa nos jipes, com paragem na área de Serviço da Ponte Vasco da Gama, para reposição da pressão dos pneus.


Almada (a caminho do Seixal)

ALERTA: O tempo urge. Segundo as sábias e oportunas declarações do Dr. Almeida Santos, M. I. Presidente do PS as pontes são alvos dos terroristas pois podem ser dinamitadas a qualquer momento, pelo que não se devem construir novas estruturas de travessia viárias. Há que aproveitar as que temos, enquanto estão de pé.


Contamos convosco para esta inesquecível aventura ao Deserto a Sul do Tejo!


MUITA ATENÇÃO: A cada participante será exigida uma declaração por escrito onde se comprometem, durante toda a aventura, a não referir qualquer das seguintes palavras: diploma, curso, Independente, engenheiro, fax e inglês técnico.


PS - Lamentamos informar, mas só estão disponíveis dromedários (1 bossa). Segundo o humorista Mário Lino, os camelos andam por aí à solta..."




25/04/2007


A Novela da Vida Real - "SÓCRATES E O SONHO DE SER ENGENHEIRO" e a Série - "DOSSIERS DAS TRAPALHADAS DA VIDA GOVERNATIVA", têm vindo a estimular a imaginação e criatividade dos portugueses. Pena é que o Protagonista não tenha o fairplay de quem não deve não teme! Tudo ficou na mesma ou porventura ainda mais nebuloso!




Ia a Rainha Santa Sócretina na direcção de uma televisão para distribuir mais umas quantas mentiras em forma de medidas de propaganda, na companhia da sua fiel Aia Mariana dos Olhos Lindos, quando inesperadamente lhe surge ao caminho o Rei D. Aníbal Silva e seus dois lacaios, Tony Borges e Ferreira Leite.


- Onde ides minha Rainha? - perguntou ele com voz doce.


- Meu Senhor, ia só dar uma volta com a minha aia pelos Jardins do nosso país.


- Vós sabeis, Sócretina, que o reino passa por grandes dificuldades e que o povo não anda satisfeito. Não podemos andar sempre a distribuir-lhes mentiras.


- Meu Senhor Aníbal, vós já me haveis avisado disso e eu nunca vos desobedeceria.


- Não, minha Rainha? É que o amor que o povo vos tem mostrado nas sondagens é muito estranho. Não andareis vós a enganar-me e a distribuir mentirinhas nas minhas costas?



- Não seria capaz disso, meu Senhor. - mentiu a Sócretina.


- Que levais então aí no vosso regaço?


Tudo parecia perdido. O seu regaço ia carregado de mentiras para distribuir pelo povo e só um milagre a poderia salvar. Sem saber o que fazer abriu os braços e lá de dentro, perante a surpresa de todos, caíram dezenas de diplomas.


- São diplomas, meu Senhor. São diplomas da Universidade Independente.


Teste de Inglês "Ténico"









A Canção de Lisboa

-Versão 2007 -





Exercício Matinal





Filmes em exibição num Cinema perto de si













Campanha Publicitária - ALLGARVE


10/04/2007

Senhor Ministro da Saúde,
Depois de ler a notícia, abaixo transcrita, da Voz do Nordeste, confesso ter ficado preocupado. Não é que não confie nas capacidades precoces dos mais jovens, mas pelo andar da carruagem, qualquer dia, temos à frente de um qualquer Centro de Saúde, bébés acabados de sair das incubadoras...!
Agradecendo desde já toda a atenção de V. Ex.ª,
O Abade


A Voz do Nordeste - (Claro, a culpa é dos FP*)


Jovem recém-licenciada nomeada administradoraA Administração do Centro Hospitalar do Nordeste Transmontano (CHNT) ficou completa a partir do início deste mês depois da nomeação de Cláudia Miranda como vogal executiva da mesma Administração.

Cláudia Miranda ainda não tem 20 anos e em termos de currículo está a construí-lo, muito ajudando a actual nomeação política para o lugar de administradora do CHNT. No seu currículo sobressaem as funções de professora substituta do Instituto Politécnico de Bragança, onde seria obrigada a deixar lugar depois de o respectivo titular regressar.

A nova administradora vai auferir o vencimento de 3 000 euros (600 contos) líquidos, acrescidos de automóvel, combustível, telemóvel e algumas despesas de representação. Entretanto, perspectiva-se já que esse vencimento venha a subir para 800 contos líquidos em virtude o actual vencimento ainda corresponder à categoria dos vogais da administração do antigo Hospital de Bragança e não à categoria de vogal de um Centro Hospitalar.

Porque é que uma jovem sem currículo é nomeada para lugar … de tanta responsabilidade… a avaliar pelo vencimento e mordomias?... Será pelas suas eventuais futuras relações matrimoniais com o actual líder distrital da JS?...

Pela ideia que nos "venderam" dele, não nos parece rapaz de deitar a perder as suas convicções políticas por tão pouco!... Mas por que será, então?... Não conseguimos apurar. Objectivamente é o que podemos dizer. Só para terminar, já está a ganhar como vogal da Administração desde os primeiros dias de Fevereiro, mas ainda não se apresentou ao serviço!...
BONITO EXEMPLO DO POLITICAMENTE INCORRECTO...!
* Funcionários Públicos.
Afinal, porquê tanta polémica?
José Sócrates acaba de divulgar a sua Cédula Profissional, prova cabal da regularidade da sua situação académica!



14/03/2007

BIG BROTHER DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

Este Cartoom, que tem circulado pela Internet, há já algum tempo, pressagia, com humor negro, o futuro da Administração Pública no que concerne ao mais que polémico processo de Avaliação de Desempenho.

A Prace Novela continua a oferecer-nos, todos os dias, o que de melhor sai das mentes criativas dos nossos Governantes.

A este ritmo de desagregação e de desmotivação generalizada, ninguém, de bom-senso, poderá vaticinar qual vai ser o futuro da função pública neste país.

A reengenharia organizacional não tem passado, seguramente, por aqui, nem tão pouco pelas cabeças dos senhores a quem mais parece terem encomendado a idolatria da loucura organizada.


É caso para perguntar - "Para onde vai este país?"


11/03/2007



Pandemia do Vírus do Síndroma da PRACE alastra vertiginosamente, atingindo conhecidas figuras públicas!




Os resultados, já visíveis, não param de surpreender!



Pois é, metaforicamente falando, pelo andar da carruagem, a nossa Administração Pública caminha à velocidade de cruzeiro (sob a égide da Santa Contenção do Défice) para o caos, graças às maquiavélicas perseguições de alguns cérebros iluminados que, de manhã ao acordarem, resolvem machadar num determinado sentido, para devanearem, à noite, com a embriaguez do sono, o que martelar no dia seguinte.
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Todos estamos de acordo que, efectivamente, é preciso reformar. Mas, reformar, significa, sobretudo, gerir com competência, não administrar, inovar e optimizar procedimentos, simplificando circuitos, não criando novos entraves burocráticos, estimular a adesão de todos os agentes da causa pública, enquanto alicerces fundamentais para o êxito de tão importantes tarefas, não partindo do princípio que tudo está mal por culpa dos Funcionários Públicos. O que se está a passar é uma monstruosidade que só a cegueira dos números e a surdez da pressa em mudar para ser diferente, poderá dar guarida.
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A ver vamos - qual vai ser o resultado!
Uma coisa é certa, já esteve mais longe de enquistar.

03/03/2007

Cambalhota atrás de cambalhota, tantas são as reviravoltas nas promessas ao eleitorado que o nariz de José Sócrates mais parece um croquete requentado e purulento.





Gostei imenso de ouvir Sua Excelência, apesar da visibilidade de tamanha protuberância, defender, na Assembleia da República, um novo modelo de distribuição territorial das Forças de Segurança - GNR e PSP, não obstante desconhecer as razões objectivas de tal alteração histórica.

Pondo de parte a minha mais que evidente ignorância, os ossos do ofício sacerdotal não me deixam espaço para meditar sofre assuntos menos importantes, diria que na senda da nova política de prevenção rodoviária, o que se pretende, certamente, é poupar mais uns trocos, aproveitando para fechar o que já não tem condições de habitabilidade, mandando para a rua uns tantos inquilinos fardados de agentes operacionais. Já agora, proponho que seja em regime de estágio, não vá o Diabo tecê-las, podendo daí advir, que o digam os iluminados, mais algum subsídio europeu para formação!

Aguardamos, com ansiedade e expectativa, que clarifiquem o modelo de Segurança que nos querem oferecer?!?! Antes que comece a cheirar a bafio...!

18/02/2007

Afinal, o que dizem e pensam os técnicos (e os actuais inquilinos) sobre o Projecto do Aeroporto da bat"OTA"?


Vista parcial do local do novo Aeroporto (Esclarecedora???)





Que a construção do novo Aeroporto está a despertar o interesse de alguns grupos financeiros portugueses, de governos e empresas estrangeiras que antevêem chorudos lucros neste negócio, até o sacristão da Ermida mais longínqua sabe!

O que nem todos ou a maior parte sabe é que os técnicos directa ou indirectamente ligados à actividade aérea - pilotos, controladores e meteorologistas, entre outros, pasmam incrédulos perante tão monstruosa verborreia de afirmações sobre as mil e uma virtuosidades do local de implantação do novo Aeroporto da Grande Região de Lisboa - OTA!



Porventura, já alguém se debruçou sobre o porquê do desmantelamento substancial, há já vários anos, das estruturas da Base Aérea da Ota, instalada no mesmo local?



Bom, passemos então a debruçar-nos, em concreto e ainda que sumariamente, sobre a parte técnica:

O primeiro problema do futuro Aeroporto da OTA consiste na existência de um serra com 660 metros de altura que se situa no enfiamento da futura pista principal. É evidente que esta serra teria que ser devidamente terraplanada para permitir a utilização plena da pista.


O segundo problema consiste no perfil aerológico dos ventos dominantes, que diminuiria bastante o nível de segurança do novo Aeroporto.


O terceiro problema reside no desmantelamento de cerca de 1100 hectares de terrenos arborizados, resultando daí a remoção de quantidades enormes de terras.


O quarto problema, também grave, tem a ver com a totalidade do local do futuro aeroporto - zona totalmente alagadiça e atravessada por três ribeiras, o que dificultará ao máximo a necessária estabilização dos solos.


O quinto problema, situa-se nos terrenos da OTA, compostos principalmente por areia, argilas e lamas, que terão que ser apoiados por “ colunas de brita”, solução como se sabe, muito difícil e bastante dispendiosa.

Podemos, por conseguinte, ver pelo menos cinco problemas de fundo que dificultam a localização e construção deste novo aeroporto, sem falar de outros problemas, que vão desde a necessidade óbvia dos combustíveis a ser transportados em camiões-cisterna a partir dos depósitos de Aveiras.

Assim sendo, é de todo incompreensível a atitude do governo em insistir levar por diante um novo aeroporto para a OTA, esquecendo também as repercussões negativas em termos turísticos e económicos na Área Metropolitana de Lisboa e Vale do Tejo, para além de que:

1- O Aeroporto de Lisboa não tem a sua capacidade de expansão esgotada nem se prevê que a terá nas próximas dezenas de anos;


2- O Aeroporto de Lisboa tem suficiente capacidade para ser ampliado;


3- O Aeroporto de Lisboa é considerado um dos mais seguros da Europa;


4- O Aeroporto de Lisboa serve o melhor desenvolvimento turístico e económico da Região Metropolitana de Lisboa e Vale do Tejo;


5- O Aeroporto de Lisboa tem uma localização estratégica optimizada para servir os superiores interesses da Região;


6- O Aeroporto de Lisboa precisa apenas de diversificação em termos de cargas e voos de LOW COST, para Aeroportos secundários da Área Metropolitana de Lisboa tais como Sintra, Alverca ou Montijo;


7- O Aeroporto de Lisboa tem uma estrutura física e humana de grandes investimentos já efectuados, que precisam de ser protegidos e salvaguardados.


Finalmente, permitimo-nos perguntar, se não seriam melhor aplicados os 430 milhões de euros na remodelação e criação de novas escolas e hospitais, bem como centros de saúde mais eficientes, especialmente nas regiões do País onde o nível etário das populações aí residentes é mais elevado?

Ou vai continuar o encerramento indiscriminado de hospitais, salas de parto, urgências médicas, escolas primárias, postos da PSP e GNR, etc. tornando o interior do País cada vez mais abandonado e desertificado?

28/01/2007

Casa d´Os Dias da Água estreou «Ode Marítima» dia 25 de Janeiro



"A NÃO PERDER"



8O monólogo «Ode Marítima» estará em cena na Casa d´Os Dias da Água, em Lisboa, entre 25 de Janeiro e 4 de Fevereiro.

8O actor João Miguel Garcia sobe ao palco de terça-feira a domingo, às 21:30 horas.

8Encenada por Alberto Lopes, a peça não segue a regra do texto teatral, cabendo ao actor «dar corpo às palavras, revelando os seus sentidos».

8Sem personagens e sem acção, «Ode Marítima» é um texto com uma estética implícita e intensa, misturando a relação entre ideia e expressão.

10/01/2007



Regulamento de Cargas e Descargas na Cidade de Lisboa - Para quando?
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Será que vamos assistir a mais um adiamento, na Assembleia Municipal de Lisboa, da discussão e aprovação do Novo Regulamento de Cargas e Descargas para a Cidade de Lisboa?
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A quem interessa a bagunça a que assistimos diariamente?
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Não é, certamente, a todos aqueles que diariamente, a caminho dos seus empregos, sentem os constrangimentos doentios e rotineiros das cargas e descargas desorganizadas!
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Cabe às entidades autárquicas - Câmara Municipal, Assembleia Municipal e Juntas de Freguesia honrarem os seus compromissos para com os cidadãos, assumindo as suas responsabilidades nas matérias que são das suas competências. Assim sendo, urge quanto antes resolver esta situação, com coragem e determinação, a bem de todos os Lisboetas e daqueles que por obrigação ou prazer, fazem desta cidade o destino das suas peregrinações diárias.



23/12/2006



ECOLINE - Base de dados, feita pelo Observa em parceria com o ISCTE, com imagens, pequenos filmes, documentários, inquéritos e depoimentos.




As notícias sobre ambiente, num conceito alargado, publicadas nas páginas de jornais como a Ilustração Portuguesa ou o Expresso, têm a partir desta semana uma nova casa, em http://ecoline.ics.ul.pt.


O Observa, núcleo de investigação do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE) e do Instituto de Ciências Sociais (ICS), lançou na passada quinta-feira a Ecoline, uma base de dados gigante, de acesso livre, onde cabem notícias, mas também pequenos filmes, documentários e investigações publicadas.


Como seria a Praia da Rocha nos anos 50? E como era a produção de ostras no Sado na década de 60?


Luísa Schmidt, investigadora do Observa, explica que o projecto Ecoline é pioneiro no sentido em que inaugura uma abordagem histórico-social dos problemas ambientais e do modo como, ao longo do século XX foram tratados nos media e na investigação científica: "É a primeira vez, sobretudo na área das ciências sociais, onde há uma visão mais técnica, que se promove esta abordagem histórico-social, isso é inédito. E para além disso tratamos trabalhos de estatística, na área do ambiente, desde o século XIX, ou seja, desde que ela é feita", explica uma das responsáveis pelo projecto.


Para já a Ecoline terá notícias sobre ambiente, "no sentido alargado do termo", publicadas no Século Ilustrado, na Vida Mundial, Ilustração Portuguesa e Expresso. Na calha estão já outras publicações entre as quais o Público, cujas notícias já foram recolhidas, mas ainda não estão on-line porque falta organizar essa recolha, como explica Luísa Schmidt. Para a investigadora, reunir, numa só estrutura as notícias do século sobre ambiente, desde a florestação intensiva das serras do interior à campanha do trigo no Alentejo, as caçadas ao lobo, o ciclo da construção das barragens ou todas as marés negras que existiram, é um instrumento de trabalho único para quem se debruça sobre esta temática. "É uma tentativa de cobrir uma dimensão evolutiva, espacial, geográfica e temática, das questões ambientais", refere. "Pegamos na raiz dos problemas."
A Ecoline conta ainda com imagens cedidas pela RTP, infografias animadas e muitas imagens sobre as mais variadas temáticas. O projecto, que começou a ser construído há dois anos, é financiado pelo programa Pós-Conhecimento, pelo Instituto do Ambiente e pelo Instituto de Ciências Sociais e tem uma equipa de apenas seis pessoas, das quais Luísa Schmidt destaca Alberto Lopes, que define como o "cérebro do projecto", ou um "criativo informático", que possibilitou que esta base de dados nascesse.
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"A VOZ DO ABADE" SAUDA A EQUIPA QUE DEU FORMA A ESTA BRILHANTE INICIATIVA. PARABÉNS E UM FELIZ NATAL

26/11/2006




NECRÓPOLE MEDIEVAL DO OITEIRO DA IGREJA

SALVADOR DO MONTE

AMARANTE
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ALGUMAS IMAGENS DA NECRÓPOLE

À
ATENÇÃO
DA
CÂMARA MUNICIPAL
DE
AMARANTE
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Para quando o estudo criterioso e completo do importante conjunto de sepulturas escavadas na rocha (antropomórficas) e do que resta de um templo de culto, no Oiteiro da Igreja em Salvador do Monte?
Será que vamos continuar a assistir à degradação ou morte lenta de tão importante Património Histórico?

16/11/2006







Cargas e Descargas na Cidade de Lisboa
Para quando o fim da bagunça?

Às horas de ponta marcam presença em diversos pontos da cidade, para atrapanhar e congestionar mais o trânsito, já de si caótico e indisciplinado. Sobem passeios, estacionam em segunda fila, descarregam em curvas e paragens de autocarros. Enfim, não importa quantos estão atrás. O remédio é esperar que suas excelências entreguem as mercadorias aos clientes e pachorentamente cheguem ao fim da rua.

Não é por falta de legislação que as coisas não funcionam. Falta, sobretudo, civismo a quem tem responsabilidades neste sector de actividade (empresas transportadoras e fornecedoras) e capacidade de actuação a quem tem responsabilidades na regulação e fiscalização desta área, presumo que a Câmara Municipal de Lisboa.

Não se pode admitir que esta actividade continue a processar-se, em horários de maior fluxo de trânsito, com manifesto prejuízo para todos quantos se dirigem para os seus empregos, cujo dever de bem cumprir e sentido de responsabilidade, não pode ser comprometido, a cada passo, por uns quantos que teimam em manter um sistema de distribuição, há muito banido nos restantes países europeus.

Pois é! Levantem o cuzinho mais cedo da cama e façam as descargas em período nocturno.

E quem recebe a mercadoria deve criar condições de recepção que permitam a quem fornece deixar a mercadoria a horas de menor fluxo de trânsito, em tempo oportuno e com segurança.

Meus amigos, lá fora é assim!

Do que é que estão à espera?


09/11/2006

DAR VOZ AOS PAROQUIANOS


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CARTA ABERTA AO ENGENHEIRO
JOSÉ SÓCRATES



Esta é a terceira carta que lhe dirijo. As duas primeiras motivadas por um convite que formulou mas não honrou, ficaram descortesmente sem resposta. A forma escolhida para a presente é obviamente retórica e assenta NUM DIREITO QUE O SENHOR AINDA NÃO ELIMINOU: o de manifestar publicamente indignação perante a mentira e as opções injustas e erradas da governação.


Por acção e omissão, o Senhor deu uma boa achega à ideia, que ultimamente ganhou forma na sociedade portuguesa, segundo a qual os funcionários públicos seriam os responsáveis primeiros pelo descalabro das contas do Estado e pelos malefícios da nossa economia. Sendo a administração pública a própria imagem do Estado junto do cidadão comum, é quase masoquista o seu comportamento.


Desminta, se puder, o que passo a afirmar:


1.º Do Statics in Focus n.º 41/2004, produzido pelo departamento oficial de estatísticas da União Europeia, retira-se que a despesa portuguesa com os salários e benefícios sociais dos funcionários públicos é inferior à mesma despesa média dos restantes países da Zona Euro.


2.º Outra publicação da Comissão Europeia, L´Emploi en Europe 2003, permite comparar a percentagem dos empregados do Estado em relação à totalidade dos empregados de cada país da Europa dos 12. E o que vemos? Que em média nessa Europa 25,6 por cento dos empregados são empregados do Estado, enquanto em Portugal essa percentagem é de apenas 18 por cento. Ou seja, a mais baixa dos 12 países, com excepção da Espanha.
As ricas Dinamarca e Suécia têm quase o dobro, respectivamente 32 e 32,6 por cento. Se fosse directa a relação entre o peso da administração pública e o défice, como estaria o défice destes dois países?


3º. Um dos slogans mais usados é do peso das despesas da saúde. A insuspeita OCDE diz que na Europa dos 15 o gasto médio por habitante é de 1458. Em Portugal esse gasto é . 758. Todos os restantes países, com excepção da Grécia, gastam mais que nós. A França 2730, a Austria 2139, a Irlanda 1688, a Finlândia 1539, a Dinamarca 1799, etc.


Com o anterior não pretendo dizer que a administração pública é um poço de virtudes. Não é. Presta serviços que não justificam o dinheiro que consome. Particularmente na saúde, na educação e na justiça. É um santuário de burocracia, de ineficiência e de ineficácia. Mas infelizmente os mesmos paradigmas são transferíveis para o sector privado. Donde a questão não reside no maniqueísmo em que o Senhor e o seu ministro das Finanças caíram, lançando um perigoso anátema sobre o funcionalismo público. A questão reside em corrigir o que está mal, seja público, seja privado. A questão reside em fazer escolhas acertadas. O Senhor optou pelas piores. De entre muitas razões que o espaço não permite, deixe-me que lhe aponte duas:


1.º Sobre o sistema de reformas dos funcionários públicos têm-se dito barbaridades . Como é sabido, a taxa social sobre os salários cifra-se em 34,75 por cento (11 por cento pagos pelo trabalhador, 23,75 por cento pagos pelo patrão ).


OS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS PAGAM OS SEUS 11 POR CENTO!.
Mas O SEU PATRÃO ESTADO NÃO ENTREGA MENSALMENTE À CAIXA GERAL DE APOSENTAÇÕES, COMO LHE COMPETIA E EXIGE AOS DEMAIS EMPREGADORES, os seus 23,75 por cento.

E é assim que as "transferências" orçamentais assumem perante a opinião pública não esclarecida o odioso de serem formas de sugar os dinheiros públicos.


Por outro lado, todos os funcionários públicos que entraram ao serviço em Setembro de 1993 já verão a sua reforma ser calculada segundo os critérios aplicados aos restantes portugueses. Estamos a falar de quase metade dos activos. E o sistema estabilizará nessa base em pouco mais de uma década.


Mas o seu pior erro, Senhor Engenheiro, foi ter escolhido para artífice das iniquidades que subjazem á sua política o ministro Campos e Cunha, que não teve pruridos políticos, morais ou éticos por acumular aos seus 7.000 Euros de salário, os 8.000 de uma reforma conseguida aos 49 anos de idade e com 6 anos de serviço. E com a agravante de a obscena decisão legal que a suporta ter origem numa proposta de um colégio de que o próprio fazia parte.


2.º Quando escolheu aumentar os impostos, viu o défice e ignorou a economia. Foi ao arrepio do que se passa na Europa. A Finlândia dos seus encantos, baixou-os em 4 pontos percentuais, a Suécia em 3,3 e a Alemanha em 3,2.


Por outro lado, fala em austeridade de cátedra, e é apologista juntamente com o presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, da implosão de uma torre ( Prédio Coutinho ) onde vivem mais de 300 pessoas. Quanto vão custar essas indemnizações, mais a indemnização milionária que pede o arquitecto que a construiu, além do derrube em si?


Por que não defende V. Exa a mesma implosão de uma outra torre, na Covilhã ( ver ' Correio da Manhã ' de 17/10/2005 ) , em tempos defendida pela Câmara, e que agora já não vai abaixo? Será porque o autor do projecto é o Arquitecto Fernando Pinto de Sousa, por acaso pai do Senhor Engenheiro, Primeiro Ministro deste país?


· Por que não optou por cobrar os 3,2 mil milhões de Euros que as empresas privadas devem à Segurança Social ?


· Por que não pôs em prática um plano para fazer a execução das dívidas fiscais pendentes nos tribunais Tributários e que somam 20 mil milhões de Euros ?


· Por que não actuou do lado dos benefícios fiscais que em 2004 significaram 1.000 milhões de Euros ?


· Por que não modificou o quadro legal que permite aos bancos, que duplicaram lucros em época recessiva, pagar apenas 13 por cento de impostos ?


· Por que não renovou a famigerada Reserva Fiscal de Investimento que permitiu à PT não pagar impostos pelos prejuízos que teve no Brasil, o que, por junto, representará cerca de 6.500 milhões de Euros de receita perdida ?



A Verdade e a Coragem foram atributos que Vossa Excelência invocou para se diferenciar dos seus opositores.



QUANDO SUBIU OS IMPOSTOS, QUE PERANTE MILHÕES DE PORTUGUESES GARANTIU QUE NÃO SUBIRIA,
FICÁMOS TODOS ESCLARECIDOS SOBRE A SUA VERDADE.



QUANDO ELEGEU OS DESEMPREGADOS , OS REFORMADOS E OS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS COMO PRINCIPAIS INSTRUMENTOS DE COMBATE AO DÉFICE,
PERCEBEMOS DE QUE TEOR É A SUA CORAGEM


Santana Castilho (Professor Ensino Superior)








04/11/2006



AS BRONCAS CONTINUAM!

O Compadrio chegou às SCUTT?
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Governo esconde o gato mas deixa o rabo de fora!
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Onde está a transparência tão apregoada pelo Partido Socialista (enquanto oposição) e pelo Governo que actualmente sustenta?
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A reviravolta espectacular do Governo (não acompanhada por alguns destacados elementos do Partido Socialista - Haja DEUS!) no dossier "SCUTT", vislumbrava alguma trapalhada nas Hostes Governamentais, sob a égide da Santa Contenção da Despesa Pública.
Eis que, repentinamente, num abrir e fechar de olhos, os nossos iluminados governantes, chegaram à conclusão que determinadas zonas do país, em apenas ano e meio, atingiram um patamar de desenvolvimento tal, que já não justifica a continuação da isenção de pagamento de portagens pela utilização das auto-estradas que as servem.
Afinal, o país vai de vento em popa! Ou será que pontualmente, para alguns, convém que seja assim?
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Mas o pior, eventualmente, é o que apareceu nos últimos dias nos Jornais e que denota, no mínimo, alguma falta de transparência (aquela de que tanto falaram no passado). Para defesa da tão badalada reviravolta, o Governo teria encomendado estudos a uma empresa exterior ao Ministério das Obras Públicas, por forma a defender-se de eventuais críticas. Desta forma ardilosa, o Governo lavaria as mãos, passando a responsabilidade, pelos critérios utilizados, para a empresa que efectuou os estudos e que serviram de base à sua tomada de decisão.
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Embora discutível politicamente, tudo parece bem até aqui. A embrulhada surge no momento em que se soube que um dos fundadores e principais sócios da empresa responsável pelos estudos transitara directamente desta para o gabinete do Secretário de Estado das Obras Públicas, obviamente, por obra e graça de alguém.
Paralelalmente, chega à praça pública a notícia de que os estudos haviam sido adjudicados sem concurso, recorrendo ao expediente de fazer a encomenda através do IEP - Instituto de Estradas de Portugal.
Com esta forma de fazer política vamos continuar a cimentar e a aprofundar o foço entre os políticos e os cidadãos e a abrir caminho, a curto ou médio prazo, a profundas desinteligências no seio da sociedade portuguesa.
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Urge, por conseguinte que os responsáveis governamentais respondam a todas as questões inerentes a este nebuloso processo, para que tudo se torne mais claro aos olhos dos portugueses.
A terminar, faço minha e suponho que todos os portugueses idóneos o farão, a pergunta colocada num dos órgãos da imprensa escrita deste fim-de-semana - "Ao recorrer a propósito disto e daquilo a empresas de estudos, o Governo não estará apenas a tentar cobrir as decisões com uma capa de seriedade, ao mesmo tempo que dá trabalho a amigos e conhecidos?"
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Aguardemos as explicações dos responsáveis...