15/08/2006



A MONTANHA PODERÁ PARIR UM RATO



O IPJ parece não resistir ao fascínio da política espectáculo. A abertura prevista de mais 36 Lojas Ponto JÁ no território continental, duas em cada distrito, parece configurar uma vontade especial de trilhar os caminhos do espectáculo, cuja única preocupação é o acto em si e não a substância. Para quê abrir mais lojas se nada está feito em matéria de informação sobre áreas transversais à juventude. Será que o intuito é fomentar unicamente espaços de lazer e entretenimento, onde os jovens podem aceder à Internet livremente, como num vulgar Cibercentro? Se é isso, estão no bom caminho. A avaliar pela frequência registada nos espaços existentes, onde a informação disponibilizada é diminuta, resumindo-se às áreas institucionais e os acessos à Internet representam mais de dois terços das pretensões dos jovens utentes, vislumbra-se, mais uma vez, um fracasso monumental. Alguns senhores teimam em apostar na repetição de actos políticos aberrantes das nossas governações recentes. Se os erros do passado não serviram para inverter ou corrigir trajectórias, poder-se-á concluir que continuamos a ser governados por masoquistas e carreiristas da politiquice, cujo único objectivo é a salvaguarda do seu status e correspondentes mordomices. Num país em que a mediocridade é rainha, a política do faz de conta continua a ter seguidores e praticantes fieis. Até quando?

19/08/2003

A paz esteja convosco, caríssimos paroquianos!

As modernices da informática e das comunicações, ou como hoje em dia é bonito dizer-se, os novos sistemas e tecnologias de informação, a pouco e pouco estão entrando nos meus hábitos. Não tem sido fácil, mas a minha paciência de abade e a minha entrega total ao bem-estar da comunidade, tornam as coisas mais fáceis.

Até breve!

18/08/2003

O FOGO DAS PALAVRAS


Assistimos nas últimas semanas a um espectáculo de contínuos e provocados vómitos de opiniões circunstanciais, àcerca da actuação e desempenho dos inúmeros agentes que combateram os fogos que assolaram o nosso país.

As situações de fragilidade emocional propiciaram (particularmente na primeira semana de incêndios) a exteriorização de algumas vocações filosóficas por parte de alguns políticos e outros tantos estagiários, bem patentes nas vociferações opinativas e pseudo-técnicas, sobre as metodologias e estratégias de execução dos planos de ataque aos incêndios e as formas de minimizar as sequelas daí resultantes.

Todos temos o direito à livre opinião, mas também o dever de sermos responsáveis e sérios na análise das situações, particularmente em situações como a que acabamos de viver, moderando os nossos discursos e a forma agressiva como nos expressamos, por forma a não perturbarmos, por um lado, o trabalho abnegado e corajoso de todos os intervenientes na luta desigual contra os fogos, e por outro lado, o equilibrío emocional e a serenidade necessária das populações que nos ouvem.

O combate político não pode nem deve passar por atitudes como as que tivemos a oportunidade de assistir por parte de alguns políticos que cedem a tentações de criticar tudo e todos, não no sentido de construir algo diferente e melhor, apresentando alternativas credíveis e sérias, mas tão somente vilipendiando tudo o que está sendo feito.

Meus senhores, não há planos infalíveis nem remédios milagrosos, particularmente, quando se lida com um conjunto de factores imponderáveis e de difícil ou impossível mensuração.

Sejam exemplo de bom senso e de serenidade, e não cedam à tentação fácil de fazer baixa política.

A mudança de processos, de atitudes e de mentalidades, ou como já é comum dizer-se, a reengenharia organizacional, deve começar por vós. Pensem nisso!